A chegada do desembargador Raduan Miguel Filho ao cargo de governador interino nesta terça-feira, 25 de novembro, já vinha sendo aguardada desde a solenidade realizada no plenário do Tribunal de Justiça no dia anterior. A mudança, prevista na Constituição de Rondônia, ganhou força nas conversas políticas da capital por acontecer justamente numa semana considerada sensível, às vésperas do calendário pré-eleitoral. Mas, nas fontes oficiais consultadas, o que aparece como fundamento da sucessão são afastamentos formais e documentados.
De acordo com as publicações do próprio Governo de Rondônia e do Tribunal de Justiça, Marcos Rocha deixou o cargo para cumprir missão institucional no Chile entre os dias 25 e 29 de novembro. O vice-governador Sérgio Gonçalves está licenciado por motivo de saúde, em tratamento em São Paulo, e o presidente da Assembleia Legislativa, Alex Redano, também cumpre missão oficial fora do país. Cada uma dessas ausências está registrada nas agendas e atos públicos e atende ao que a Constituição estadual define como impedimento temporário para exercício da função na linha sucessória. Por isso o comando passou ao presidente do TJRO.
É nesse ponto que a palavra “impedimento”, citada tanto por Marcos Rocha quanto por Raduan Miguel na cerimônia de posse, encontra seu sentido técnico. Não se trata de impedimento jurídico ou disciplinar, nem de processo político em curso, mas da impossibilidade momentânea de assumir o cargo por motivo de viagem, licença ou ausência oficial — exatamente como prevê o texto constitucional. A própria posse só foi necessária porque, no início de novembro, o TJRO declarou inconstitucional a emenda aprovada pela Assembleia que permitia ao governador governar de forma remota durante viagens internacionais.
Mesmo com tudo registrado em fonte oficial, a coincidência de três ausências no mesmo período manteve o assunto vivo nos bastidores, onde cada movimento do Executivo tende a ser observado com mais cuidado quando a disputa eleitoral se aproxima. Mas, até agora, nenhum documento público indica outro fundamento além do previsto em lei para a interinidade.
Raduan comanda o Estado até o retorno do governador, previsto para o fim da semana, seguindo com a agenda administrativa sob responsabilidade do cargo. O período é curto, mas suficiente para colocar todas as atenções sobre a transição, enquanto Rondônia acompanha o desenrolar desses dias que antecedem o retorno do chefe do Executivo.
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