A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, durante a segunda fase da Operação Unha e Carne. A ação ocorreu no Rio de Janeiro e no Espírito Santo e apura o vazamento de informações sigilosas que teriam beneficiado integrantes do Comando Vermelho.
O magistrado atuava em processos sensíveis e, segundo a investigação, manteve contato com pessoas investigadas por envolvimento com a facção criminosa. Entre os casos está o julgamento que envolve o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias, preso em setembro durante a Operação Zargun.
Além da prisão do desembargador, a Polícia Federal cumpriu dez mandados de busca e apreensão contra o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar, do União Brasil. Esta não foi a primeira vez que o parlamentar entrou no radar da investigação. No início do mês, ele chegou a ser preso na primeira fase da operação, mas teve a detenção revogada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Desde então, Bacellar permanece em liberdade, usando tornozeleira eletrônica e afastado da presidência da Alerj. As medidas cautelares seguem em vigor enquanto o caso avança.
Durante a apuração, os investigadores analisaram mensagens encontradas em aparelhos apreendidos. Esse material apontou trocas de informações consideradas sensíveis entre Bacellar e o desembargador preso, o que levou a Polícia Federal a aprofundar a investigação e deflagrar a nova fase da operação.
A Operação Unha e Carne 2 surgiu como desdobramento direto da Zargun. O foco é identificar quem vazou dados sigilosos que teriam comprometido ações policiais e favorecido investigados ligados ao crime organizado.
As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. As investigações continuam e novos desdobramentos não estão descartados.
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