Um projeto desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisa em Epidemiologia e Geoprocessamento do Araguaia, da Universidade Federal de Mato Grosso, em Barra do Garças, recebeu o Prêmio Prof. Afrânio Kritski de Excelência Científica em Tuberculose, concedido pela Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose. A premiação ocorreu em agosto, durante o XIII Workshop Nacional da rede, realizado em Brasília.
O projeto, chamado SMART-TB Mobile, usa inteligência artificial e dados epidemiológicos para identificar áreas de risco e apoiar o acompanhamento de pacientes. A iniciativa é coordenada pela professora Josilene Dália Alves, da UFMT, e conta com o desenvolvimento tecnológico do professor André da Silva Abade, do Instituto Federal de Mato Grosso. A ferramenta foi construída a partir de uma base com 755.730 notificações de tuberculose registradas no Brasil entre 2015 e 2024.
O sistema tem duas frentes. Uma plataforma web reúne mapas, gráficos e análises sobre a distribuição da doença em municípios e regiões, com projeções geradas por inteligência artificial. Um aplicativo móvel voltado a profissionais de saúde estima a probabilidade de cura, interrupção do tratamento ou óbito para cada paciente acompanhado. A plataforma web já está disponível, enquanto o aplicativo ainda passa por validação. Com financiamento do CNPq, o projeto agora será expandido para todo o território nacional.
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