STF determina prisão de deputado Daniel Silveira, do PSL, após vídeo com ataque ao STF

STF determina prisão de deputado Daniel Silveira, do PSL, após vídeo com ataque ao STF
Reprodução Internet

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) foi preso em flagrante pela Polícia Federal na noite desta terça-feira (16). A ordem foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após Silveira publicar um vídeo com ameaças aos ministros do STF. Ele foi levado à Superintendência da Polícia Federal.

O próprio deputado do PSL tuitou sobre o cumprimento da ordem de prisão em seu Twitter.

No vídeo publicado nas redes sociais, além de atacar ministros do STF, o deputado defendeu o Ato Institucional (AI-5), instrumento de repressão da Ditadura Militar, baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva.

Na decisão, Moraes explica que o deputado não pode fazer apologia ao golpe.

“A Constituição Federal não permite a propagação de ideias contrárias a ordem constitucional e ao Estado Democrático (CF, artigos 5º, XLIV; 34, III e IV), nem tampouco a realização de manifestações nas redes sociais visando o rompimento do Estado de Direito, com a extinção das cláusulas pétreas constitucionais – Separação de Poderes (CF, artigo 60, §4º), com a consequente, instalação do arbítrio”, justificou no texto.

Por meio do AI-5, foi proibida a garantia de habeas corpus em casos de crimes políticos, também decretou o fechamento do Congresso Nacional e autorizava o presidente a decretar estado de sítio por tempo indeterminado, demitir pessoas do serviço público, cassar mandatos, confiscar bens privados e intervir em todos os estados e municípios.

Alexandre de Moraes destaca na ordem de prisão em flagrante que “não existirá um Estado democrático de direito, sem que haja Poderes de Estado, independentes e harmônicos entre si, bem como previsão de Direitos Fundamentais e instrumentos que possibilitem a fiscalização e a perpetuidade desses requisitos”.

“Todos esses temas são de tal modo interligados, que a derrocada de um, fatalmente, acarretará a supressão dos demais, trazendo como consequência o nefasto manto do arbítrio e da ditadura, como ocorreu com a edição do AI-5, defendido ardorosa, desrespeitosa e vergonhosamente pelo parlamentar”, diz o documento.

Alexandre de Moraes conclui que é “imprescindível, portanto, medidas enérgicas para impedir a perpetuação da atuação criminosa de parlamentar visando lesar ou expor a perigo de lesão a independência dos Poderes instituídos e ao Estado Democrático de Direito”.

BandeNews

Participe da nossa comunidade!
Clique aqui para entrar no grupo do WhatsApp

Deixe um comentário

Back To Top