Trump volta a mirar a Venezuela

Maduro descumpre prazos e tensão volta a crescer entre Washington e Caracas
Trump volta a mirar a Venezuela
Reprodução Internet

Donald Trump voltou a colocar pressão sobre o governo de Nicolás Maduro depois que Caracas ignorou o prazo firmado com os Estados Unidos para avançar nas garantias eleitorais. A informação foi divulgada pela Bloomberg nesta segunda-feira, apontando que o republicano estuda retomar medidas mais duras contra o regime venezuelano caso o acordo continue parado.

Segundo a agência, a exigência era clara e tinha data para ser cumprida. O governo norte-americano esperava gestos concretos do chavismo antes da posse de Trump, marcada para janeiro. Nada avançou. Com isso, assessores próximos ao republicano já tratam a Venezuela como um ponto sensível da política externa que ele pretende redesenhar logo nos primeiros meses de mandato.

O ambiente em Caracas também é de silêncio. O acordo que previa condições mínimas para uma eleição competitiva segue sem resposta oficial. A Bloomberg relata que diplomatas tentaram, sem sucesso, reabrir o diálogo nas últimas semanas. Em Washington, a avaliação é que Maduro ganhou tempo, mas não cumpriu a parte que lhe cabia.

Para a Amazônia, sobretudo na faixa de fronteira entre Roraima e o sul venezuelano, cada movimento desse tipo costuma repercutir direto no fluxo migratório, que já mudou o cotidiano de cidades como Pacaraima e Boa Vista. Em Rondônia, embora distante da linha internacional, o impacto aparece no mercado de trabalho e nos serviços públicos que recebem migrantes em trânsito pelo país.

O novo governo dos EUA ainda não detalhou quais medidas pretende adotar, mas fontes citadas pela Bloomberg afirmam que tudo vai depender da reação de Maduro nas próximas semanas. O cenário deve seguir em compasso de espera até que Washington anuncie os próximos passos.

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