Porto Velho (RO), 03/11/2026. A demora no atendimento presencial da Energisa está provocando indignação entre consumidores. Imagens registradas nesta terça-feira mostram uma unidade da concessionária com diversas pessoas aguardando atendimento, enquanto uma consumidora relata horas de espera, falta de informações e desrespeito com quem procura os serviços da empresa.
Maria Caetana Meireles, uma das consumidoras presentes no local, fez um desabafo e pediu que a imprensa denunciasse a situação.
“Não tem um amigo jornalista que venha aqui fazer uma matéria aqui na Energisa, não? Porque eu tô desde manhã aqui, cheio de gente, tratamento desumano, e até agora o pessoal nem atendido e nem previsão de atendimento. É uma verdadeira porcaria.”
O relato revela a insatisfação de quem precisa resolver pendências relacionadas a um serviço essencial, mas afirma encontrar dificuldades até mesmo para conseguir atendimento.
Nas imagens encaminhadas à reportagem, é possível observar várias pessoas ocupando cadeiras na área de espera, outras em pé e consumidores próximos aos equipamentos de autoatendimento.
A situação traz dúvida sobre a capacidade de atendimento da unidade e a organização dos serviços oferecidos à população.
Para Maria Caetana, o problema vai além da demora. A consumidora classifica o tratamento recebido como desumano e critica a ausência de uma previsão para ser atendida.
A energia elétrica é indispensável à vida cotidiana. Por isso, quem procura a concessionária para resolver problemas com contas, pagamentos, ligações, titularidade ou outras demandas precisa encontrar canais de atendimento eficientes e informações claras.
O Código de Defesa do Consumidor assegura o direito à informação adequada e à prestação eficiente dos serviços públicos. A concessionária deve garantir condições de atendimento compatíveis com suas obrigações legais e regulatórias.
A denúncia de Maria Caetana chama atenção para a necessidade de transparência, organização e respeito aos consumidores, especialmente idosos, pessoas com deficiência e cidadãos que dependem do atendimento presencial.
Diante das reclamações, algumas perguntas precisam ser respondidas pela concessionária:
- O que provocou a demora relatada pelos consumidores?
- Qual era o tempo médio de espera na unidade?
- Havia funcionários suficientes para atender à demanda?
- Quais providências serão adotadas para evitar situações semelhantes?
- Como a empresa garante o atendimento prioritário previsto em lei?
A população não pode ficar sem informações enquanto aguarda a solução de seus problemas.
A reportagem considera importante ouvir a Energisa para que a concessionária esclareça os fatos e apresente sua versão. Até a elaboração deste texto, não havia sido disponibilizado um posicionamento da empresa.
Atendimento digno não é favor. É um direito do consumidor.
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