A denúncia é séria e precisa ser apurada com atenção. Em Porto Velho, há indícios de possíveis irregularidades no funcionamento da SEMASF – Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família, onde o acesso a serviços básicos pode estar sendo dificultado para pessoas que não possuem ligação política ou acesso a pessoas influentes dentro da prefeitura. Na prática, quem mais depende da assistência pública acaba ficando em segundo plano.
Segundo as informações recebidas, que ainda devem ser analisadas pelo Ministério Público e pelos órgãos de controle, cidadãos em situação de vulnerabilidade enfrentam longas esperas, falta de respostas claras e pouca orientação sobre seus direitos. Enquanto alguns processos avançam, outros permanecem parados sem explicação, o que gera desconfiança e reforça a sensação de injustiça.
Nesse cenário, o relato de uma beneficiária chama atenção. Ela afirma que, há vários dias, tenta realizar o recadastramento necessário para manter seu benefício. A justificativa apresentada é que funcionários do CRAS iriam até sua residência para fazer a atualização cadastral. No entanto, essa visita nunca aconteceu. Como consequência direta dessa demora, o benefício junto ao INSS foi suspenso por falta de atualização.
A beneficiária também relata não ter condições físicas nem financeiras de se deslocar repetidas vezes até os órgãos públicos em busca de uma solução. Sem o benefício, que era sua única fonte de renda, ela afirma estar enfrentando dificuldades para manter despesas básicas do dia a dia.
Além dos relatos dos usuários, há ainda uma queixa feita pelos próprios servidores da assistência social. Segundo funcionários, falta estrutura mínima para a realização das visitas domiciliares, especialmente pela ausência de veículos disponíveis para que as equipes possam se deslocar até as residências dos beneficiários. Esse problema estrutural acaba travando procedimentos essenciais e penalizando diretamente quem depende do atendimento.
Ao mesmo tempo, outras pessoas também relatam descaso, falta de acompanhamento e ausência de informações claras por parte dos órgãos responsáveis. O sentimento predominante é de abandono e insegurança, principalmente entre aqueles que dependem da assistência social para garantir o básico para sobreviver.
Até o momento, nenhuma autoridade municipal se manifestou oficialmente sobre as denúncias. Enquanto isso, a situação segue sem respostas concretas, e pessoas em situação de vulnerabilidade continuam sendo prejudicadas.
Diante desse cenário, a revista seguirá acompanhando o caso de perto. Garantir o acesso à assistência social não é favor, é obrigação do poder público. Quando essa obrigação falha, o impacto é imediato e atinge justamente quem menos tem condições de esperar ou de lutar sozinho pelos próprios direitos.
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