A investigação da Polícia Civil sobre o esquema de fraudes no IPAM não revela fatos novos, mas confirma, de forma oficial, aquilo que já havia sido denunciado publicamente meses antes, quando o site Deixa Eu Te Falar foi o primeiro veículo a expor indícios consistentes de irregularidades dentro do IPAM.
No dia 30 de agosto de 2024, o Deixa Eu Te Falar publicou a matéria “Denúncias apontam possível irregularidade no IPAM; Empresária relata sumiço de processo”, na qual já se apontava a existência de práticas irregulares envolvendo credenciamento de clínicas, desaparecimento de processos administrativos e indícios de distorções nos relatórios de faturamento enviados ao instituto.
Denúncias apontam possível irregularidade no IPAM; Empresária relata sumiço de processo
Naquele momento, a reportagem descrevia um método que hoje aparece detalhado nas investigações policiais, no qual pacientes eram levados a assinar diversas guias médicas em branco durante atendimentos simples, sob justificativas burocráticas, permitindo que esses documentos fossem posteriormente preenchidos com procedimentos que não haviam sido realizados, gerando cobranças indevidas e prejuízo direto aos servidores municipais.
O que era denúncia em 2024 passou a ser confirmado pela apuração conduzida pela Polícia Civil de Rondônia, que identificou um esquema envolvendo servidores públicos e particulares ligados ao IPAM, com duplicação de guias, manipulação de sistemas internos e autorização de pagamentos irregulares a empresas que não possuíam autorização contratual para realizar determinados procedimentos, inclusive cirurgias inexistentes.
Segundo a polícia, as fraudes começaram a ser percebidas quando servidores identificaram descontos indevidos em seus contracheques, referentes a procedimentos que nunca realizaram, incluindo casos extremos, como o lançamento repetido de uma mesma cirurgia para a mesma paciente, o que evidencia o grau de descontrole e a dimensão do esquema.
A operação resultou no cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em Porto Velho e Guajará-Mirim, no afastamento de servidores e no bloqueio de bens dos investigados, medidas que buscam interromper as irregularidades e garantir a recuperação dos valores desviados.
Em nota, a Prefeitura de Porto Velho afirmou que os fatos investigados ocorreram na gestão anterior e que a administração atual colabora com as investigações, prometendo reforçar controles internos e mecanismos de fiscalização.
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