Depois da morte da professora Juliana Santiago, atingida dentro de uma sala de aula durante o período letivo, o Grupo Aparício Carvalho passou a enfrentar uma pressão que vai além da esfera administrativa, porque o crime ocorreu nas dependências da instituição, diante de alunos, interrompendo de maneira abrupta a rotina que até então seguia marcada por aulas, avaliações e encontros diários entre professores e estudantes. Foram os próprios alunos que prestaram os primeiros socorros à docente logo após o ataque, em meio ao desespero e à tentativa de conter a situação até a chegada do atendimento externo, mas ela não resistiu, e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio, tendo como suspeito um aluno da própria instituição, enquanto as autoridades apuram se a motivação estaria relacionada à não aceitação de uma rejeição por parte da professora.
Desde então, o ambiente acadêmico mudou de forma perceptível, porque, embora as atividades precisem continuar, o sentimento de segurança que costuma acompanhar a vida universitária foi abalado por um crime ocorrido justamente dentro da sala de aula, espaço associado ao estudo e à convivência. À medida que as informações foram sendo divulgadas, surgiram conversas entre alunos e docentes sobre protocolos de acesso, controle de entrada e presença de vigilância, enquanto as redes sociais passaram a concentrar pedidos por providências claras e objetivas por parte da direção.
Com o passar dos dias, as cobranças ganharam contornos mais organizados, e entre as propostas apresentadas estão a presença fixa de seguranças em todas as alas, a melhoria da iluminação em áreas externas como estacionamentos, descritos por estudantes como escuros em determinados trechos, além da criação de um ponto de atendimento emergencial dentro da própria instituição, com equipe preparada para agir rapidamente quando necessário. Também entrou na discussão a possibilidade de instalação de detectores de metais ou a adoção de regras mais rígidas de controle de acesso, medida que divide opiniões, mas surge como resposta ao clima de insegurança que se espalhou pelo campus.
Para encaminhar as demandas, foi criada uma comissão de alunos com a tarefa de reunir sugestões e manter diálogo direto com a direção, enquanto a administração analisa ajustes administrativos e estruturais que possam ser implementados diante da nova realidade, ao mesmo tempo em que a investigação conduzida pelas autoridades segue seu curso e a comunidade acadêmica tenta reorganizar sua rotina após o feminicídio.
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