O caso começou ainda no início da manhã, quando uma jovem de Porto Velho chegou à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente visivelmente abalada. Ela contou aos agentes que havia encontrado, no celular do namorado de 20 anos, fotos e vídeos envolvendo crianças em situações de abuso. Disse que tentou entender o que tinha visto, mas o volume e a natureza do material a levaram a buscar ajuda policial sem esperar mais um dia.
A partir do relato, a Polícia Civil pediu à Justiça um mandado de busca e apreensão. A ordem saiu pela Vara de Crimes Contra Crianças e Adolescentes e, já no cumprimento, os agentes encontraram no aparelho do suspeito milhares de arquivos armazenados. O que chamou a atenção da equipe foi a forma como o conteúdo estava escondido: um aplicativo camuflado com nome e ícone falsos funcionava como porta de entrada para os arquivos.
A investigação mostra que o rapaz não apenas consumia o material, mas também utilizava recursos de inteligência artificial para manipular imagens, criando versões adulteradas de rostos de crianças. Segundo a polícia, o jovem participava de grupos digitais que operam fora do país, o que amplia o alcance da apuração e pode levar a desdobramentos futuros.
O suspeito foi localizado e preso ainda na terça-feira. Ele foi encaminhado ao sistema prisional da capital e está à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil continua o mapeamento das conexões e tenta identificar se há outros participantes em Rondônia ligados à mesma rede.
O caso movimentou a equipe da DEPCA durante todo o dia, que reforçou a importância da denúncia rápida. Para os investigadores, a atitude da jovem permitiu barrar a continuidade do crime e abriu caminho para uma investigação mais ampla sobre o funcionamento desse tipo de rede em território rondoniense.
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