Peter Max, artista cuja obra colorida e psicodélica se tornou símbolo do movimento hippie nos anos 1960, morreu na segunda-feira (14). A informação foi confirmada por seu filho, Adam Max, em comunicado divulgado nesta quarta-feira (16). A causa da morte não foi revelada, mas o artista enfrentava demência em estágio avançado.
Nascido em Berlim em 1937, com o nome Peter Max Finkelstein, ele veio de uma família judia que fugiu da Alemanha nazista ainda quando era bebê. A família passou por Xangai, Tibete, Israel e Paris antes de se fixar em Nova York, quando Max tinha 16 anos. Foi na cidade americana que ele estudou nas escolas Art Students League, School of Visual Arts e Pratt Institute, e abriu seu primeiro estúdio de design gráfico em 1961. Seu estilo vibrante, com espirais, flores e figuras caricaturais em cores como turquesa, laranja e verde neon, conquistou agências de publicidade, editoras e o mundo corporativo com rapidez.
A produção de Max foi vasta e variada. Ele foi artista oficial de eventos como os Jogos Olímpicos, o Super Bowl, a Copa do Mundo e as 500 Milhas de Indianápolis. Seus trabalhos estamparam um Boeing 777, um navio da Norwegian Cruise Line e capas das Páginas Amarelas de Manhattan. Seus retratos incluíram presidentes americanos e artistas como Taylor Swift. Em 1969, o próprio Max foi capa da revista Life. O Museu de Arte Moderna de Nova York guarda sete de suas obras.
A vida pessoal do artista foi marcada por controvérsias. Em 1997, ele se declarou culpado de fraude fiscal após a Receita Federal dos Estados Unidos apontar que ocultou mais de 1 milhão de dólares em renda. Ele foi condenado a cumprir a pena em regime de trabalho externo, pagar impostos atrasados, uma multa de 30 mil dólares e realizar 800 horas de serviço comunitário ensinando arte em escolas do Harlem. Anos depois, uma disputa judicial entre sua segunda esposa, Mary Max, e Adam, filho de um casamento anterior, expôs publicamente conflitos sobre seu patrimônio e sua saúde. Mary Max morreu por suicídio em 2019, duas semanas após o The New York Times publicar reportagem sobre as batalhas judiciais em torno da obra do artista.
Com informações de G1 Pop & Arte.
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