E-SIM

PF amplia investigação sobre fraudes em licitações públicas em Rondônia

Segunda fase da Operação Máscara de Janos apura suspeitas de direcionamento de pregões eletrônicos e superfaturamento de contratos públicos
PF amplia investigação sobre fraudes em licitações públicas em Rondônia
Reprodução Internet

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 28, a segunda fase da Operação Máscara de Janos com o objetivo de aprofundar as investigações sobre supostas fraudes em procedimentos licitatórios no estado de Rondônia e no município de Porto Velho. A apuração envolve indícios de direcionamento de pregões eletrônicos, superfaturamento de contratos administrativos e possível violação de sigilo funcional, conforme informações oficiais divulgadas pela corporação.

De acordo com a Polícia Federal, o inquérito tem como foco empresários, servidores públicos e um advogado, apontados como suspeitos de integrar um grupo que teria atuado de forma coordenada para interferir em processos de contratação pública. A suspeita é de que os certames tenham sido manipulados para favorecer interesses privados em detrimento da livre concorrência e do interesse público.

Conforme as informações repassadas pela PF, há indícios de irregularidades desde as etapas iniciais das licitações investigadas. Entre as práticas sob apuração estão a combinação prévia entre participantes, a elaboração de editais com critérios direcionados e a adoção de mecanismos capazes de restringir a competitividade dos pregões. Entretanto, até o momento, a corporação não detalhou quais órgãos públicos ou contratos específicos estão diretamente ligados às suspeitas.

Sendo assim, as investigações avançaram com o cumprimento de mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal. As diligências ocorreram em endereços vinculados aos investigados e tiveram como finalidade a coleta de documentos físicos, arquivos digitais, computadores e aparelhos celulares. Segundo a Polícia Federal, todo o material apreendido passará por análise técnica para reconstruir o fluxo das decisões administrativas, identificar eventuais trocas de informações privilegiadas e verificar a existência de prejuízo aos cofres públicos.

Outrosim, a apuração também busca esclarecer a atuação de servidores públicos que teriam facilitado ou viabilizado os supostos esquemas, seja por meio da emissão de pareceres técnicos, seja pela condução dos procedimentos licitatórios. No caso do advogado investigado, a suspeita envolve a possível participação na estruturação jurídica das operações e na orientação dos demais envolvidos. No entanto, essa linha de investigação ainda depende do aprofundamento da análise do material recolhido.

Até agora, não houve prisões e os nomes dos investigados permanecem sob sigilo judicial. A Polícia Federal informa que, conforme for o avanço do inquérito, os envolvidos poderão responder por crimes como fraude em licitação, associação criminosa e outras infrações previstas na legislação penal vigente. Todavia, a corporação ressalta que todos os citados são considerados inocentes até eventual condenação pela Justiça.

As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas. Conforme a conclusão das análises técnicas e documentais, o inquérito poderá resultar no oferecimento de denúncia ao Ministério Público Federal ou no aprofundamento das diligências, caso surjam novos elementos relevantes ao longo da apuração.

Com informações da Polícia Federal.

Participe da nossa comunidade!
Clique aqui para entrar no grupo do WhatsApp

Back To Top