STF manda prender 16 investigados por fraude milionária no INSS

Decisão do ministro André Mendonça atinge esquema que desviava valores de aposentados e pensionistas em vários estados
STF manda prender 16 investigados por fraude milionária no INSS
Ministro André Mendonça determina prisão de 16 suspeitos de envolvimento em fraudes no INSS.(Imagem: Fellipe Sampaio/STF) Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/446714/mendonca-determina-prisao-de-16-investigados-em-caso-de-fraude-no-inss

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão preventiva de 16 investigados suspeitos de integrar um esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social. A decisão atende a pedido da Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, e faz parte da Operação Sem Desconto.

A investigação aponta que o grupo atuava de forma organizada para aplicar descontos indevidos em benefícios previdenciários, atingindo aposentados e pensionistas em diferentes regiões do país. Segundo os autos, os investigados teriam utilizado associações e entidades de fachada para autorizar cobranças sem consentimento dos beneficiários, o que resultou em prejuízo considerado elevado.

De acordo com a decisão, a prisão preventiva se justifica pelo risco de continuidade das fraudes, possível destruição de provas e tentativa de fuga. Além disso, o ministro autorizou medidas cautelares contra outros investigados, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar o país, entrega de passaportes e afastamento de funções públicas.

Entre os alvos está Adroaldo da Cunha Portal, então secretário-executivo do Ministério da Previdência Social. Ele teve a prisão convertida em domiciliar, com monitoramento eletrônico, e foi afastado do cargo por determinação judicial. A exoneração ocorreu após a ordem do STF.

No mesmo despacho, André Mendonça rejeitou o pedido de prisão preventiva contra o senador Weverton Rocha. O ministro seguiu entendimento da Procuradoria-Geral da República, que avaliou não haver, neste momento, elementos suficientes para justificar a medida extrema.

A Polícia Federal cumpriu mandados de prisão e busca em diversos estados e no Distrito Federal. A operação segue em andamento e apura crimes como organização criminosa, estelionato previdenciário, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

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