Teve momento naquele primeiro tempo em Houston que o torcedor brasileiro deve ter pensado o pior. O Brasil entrou apagado, sem ritmo, batendo cabeça no meio de campo enquanto o Japão fechava tudo atrás e esperava o erro. E o erro veio. Aos 29 minutos, Kaishu Sano aproveitou uma falha na saída de bola e abriu o placar pros japoneses, que foram pro intervalo na frente e com aquela história recente pesando na cabeça de todo mundo.
Porque tinha um detalhe rondando esse jogo. Em outubro de 2025, num amistoso em Tóquio, o Brasil abriu 2 a 0 e tomou a virada por 3 a 2, a primeira vitória japonesa na história do confronto. Então começar perdendo de novo, num mata-mata de Copa, era exatamente o tipo de situação que ninguém queria ver pela segunda vez. CNN Brasil
Só que aí a partida mudou de dono. Carlo Ancelotti voltou do vestiário mexendo no time, colocou Endrick no lugar de Lucas Paquetá, que tinha saído mancando depois de uma entrada dura, e o Brasil passou a empurrar o Japão pra dentro da própria área. Aos 11 minutos da etapa final, veio o alívio. Vini Jr tocou pra Gabriel Magalhães, o cruzamento saiu na medida e Casemiro subiu mais alto que a marcação pra empatar de cabeça. O mesmo Casemiro que, ainda no primeiro tempo, tinha levado amarelo e entrado num grupo nada animador, o dos jogadores com mais cartões em Copas do Mundo.
Daí pra frente o jogo virou um cerco. Os números contam essa história sem precisar de muita firula. O Brasil terminou com 60% de posse, 20 finalizações contra apenas 5 do Japão e 7 chutes no alvo, enquanto os japoneses acertaram só 2. Foi pressão de sobra, mas faltava o gol que resolvesse de verdade. Zion Suzuki, o goleiro japonês, ainda fez defesas importantes, inclusive numa jogada em que Vini Jr driblou meio mundo antes de bater.
E quando parecia que ia pra prorrogação, veio o que todo torcedor sonha. Já nos acréscimos, aos 90 minutos, Gabriel Martinelli, que tinha entrado no segundo tempo, recebeu um lançamento de Bruno Guimarães, ficou na cara do gol e mandou no cantinho de Suzuki. Virada. Brasil 2, Japão 1. O banco explodiu e o NRG Stadium viu a seleção carimbar a vaga nas oitavas de final da Copa de 2026.
Vale lembrar de onde esse confronto veio. Antes desse jogo, Brasil e Japão tinham se enfrentado quinze vezes, com larga vantagem brasileira, e o único tropeço era aquela ferida ainda fresca do amistoso de 2025. Numa Copa inédita, a primeira com 48 seleções e uma fase a mais no mata-mata, o duelo valia bem mais que três pontos. Valia não deixar a história se repetir.
Agora o Brasil avança e segue na caça ao hexacampeonato, um título que não vem desde 2002. O próximo compromisso já está marcado pro dia 5 de julho, contra o vencedor de outro confronto do mata-mata, e a seleção chega embalada por uma virada que veio no sufoco, mas veio.
Participe da nossa comunidade!
Clique aqui para entrar no grupo do WhatsApp























