O governo dos Estados Unidos oficializou nesta sexta-feira, 5 de junho de 2026, a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) em sua lista de organizações terroristas. A decisão foi publicada no Diário Oficial norte-americano e assinada pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
Segundo o Departamento de Estado, a medida foi adotada após avaliações sobre a atuação das duas facções, apontadas pelas autoridades norte-americanas como grupos envolvidos em atividades criminosas transnacionais, incluindo tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão e crimes violentos. O documento afirma que PCC e CV possuem influência além das fronteiras brasileiras, com operações e conexões identificadas em diferentes países da América Latina.
A classificação amplia os instrumentos legais disponíveis para as autoridades dos Estados Unidos. Com ela, passam a ser aplicadas restrições financeiras mais rígidas, além do bloqueio de bens e ativos eventualmente vinculados às organizações em território norte-americano. Pessoas ou empresas que prestarem apoio material, financeiro ou logístico aos grupos também podem ser alvo de sanções previstas na legislação do país.
O PCC surgiu em São Paulo na década de 1990 e, ao longo dos anos, ampliou sua presença para praticamente todos os estados brasileiros. A facção é apontada por órgãos de segurança como uma das principais estruturas do crime organizado na América do Sul, com atuação ligada principalmente ao tráfico de drogas e ao controle de rotas internacionais.
Já o Comando Vermelho teve origem no Rio de Janeiro e mantém influência em comunidades dominadas por grupos criminosos armados. Além do tráfico de drogas, a facção é frequentemente associada por autoridades a disputas territoriais, homicídios, extorsões e outras atividades ilícitas.
Nos últimos anos, autoridades norte-americanas passaram a demonstrar maior atenção às organizações criminosas da América Latina. O argumento apresentado pelo governo dos Estados Unidos é que grupos com capacidade de atuação internacional representam riscos que ultrapassam as fronteiras nacionais, especialmente em áreas relacionadas ao narcotráfico e à movimentação de recursos financeiros provenientes de atividades ilegais.
A publicação do documento encerra o processo administrativo conduzido pelo Departamento de Estado e torna a decisão oficialmente válida. A partir de agora, os órgãos de segurança e fiscalização dos Estados Unidos passam a aplicar as medidas previstas para entidades enquadradas nessa categoria pela legislação norte-americana.

Com informações de Agências
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