O ex-vereador Gabriel Monteiro publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que pode estar diante de uma ameaça concreta à própria vida, ao mesmo tempo em que sustenta que acusações de abuso sexual feitas contra ele teriam sido forjadas, com depoimentos manipulados e pagos para levá-lo à prisão, algo que, segundo ele, já teria sido levado à Justiça por meio de um dossiê entregue às autoridades.
No vídeo, ele afirma na íntegra:
“Este vídeo pode ser a minha despedida. Pode ser meu adeus a vocês, sem exagero. Após supostas vítimas de abuso sexual promovido por mim revelarem que mentiram, que forjaram depoimentos para me prender e até mesmo testemunhas de acusação dizerem a verdade, que mentiram contra a minha vida e manipularam o depoimento para que eu fosse preso, foi entregue em dossiê para a Justiça, onde aponta as lideranças de uma máfia que foi feita para minha prisão, manipulando depoimentos, coagindo pessoas, ameaçando, inclusive pagando depoimentos de mulheres para me prender. Eu me tornei um artigo vivo. As informações éticas tentam me prender novamente e se não conseguirem, vão vir para me matar. Eles vão vir de forma implacável. Se vocês acordarem amanhã ou daqui a uma semana, um mês, com a notícia que eu morri, que eu sofri um acampado e não consegui sobreviver, eu peço que vocês entrem em contato com os meus advogados para que o dossiê que foi entregue ao Estado seja publicizado com a minha morte. Porque essa liderança, que são pessoas da política e da política do alto, do alto poder do Estado, a minha morte não pode ficar em vão. Eu só peço isso a vocês. Se eu morrer, não deixe que o meu sangue seja derramado em vão. Eu lutei por vocês. Eu lutei contra as máfias e continuo lutando contra as máfias e não vou desistir. Mas eu sei que amanhã eu posso amanhecer morto. Eu só peço que essas lideranças que o Estado já sabe quem são, sejam pegas e presas.”
O caso envolvendo o ex-parlamentar tem origem em investigações conduzidas no Rio de Janeiro, onde ele foi acusado de crimes sexuais e teve o mandato cassado em 2022, após uma série de denúncias que incluíam abuso e comportamento inadequado com menores, além de outras acusações relacionadas à sua atuação pública, o que levou a operações e diligências com participação de órgãos como a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e acompanhamento do Ministério Público.
Desde então, o processo segue na Justiça, com desdobramentos marcados por disputas de versões, pedidos de liberdade, análises de provas e depoimentos, enquanto a defesa de Monteiro sustenta que houve irregularidades na coleta de testemunhos e fragilidades na condução das investigações, ponto que agora volta com força no conteúdo divulgado pelo próprio ex-vereador.
A fala sobre possível risco de morte adiciona um novo elemento ao caso, porque desloca o foco apenas jurídico para um cenário mais amplo, no qual ele afirma estar sendo alvo de uma articulação contínua, o que, até o momento, não foi confirmado oficialmente por autoridades, nem detalhado em documentos públicos acessíveis.
Até agora, não há manifestação formal recente de órgãos judiciais ou de investigação confirmando a existência do suposto dossiê citado no vídeo, nem validação das alegações de que depoimentos teriam sido comprados ou coagidos, o que mantém o tema em aberto e dependente de apuração institucional.
O histórico recente mostra que o caso sempre teve forte repercussão pública, com ampla cobertura e polarização de opiniões, algo que tende a se intensificar com a divulgação de novas declarações, principalmente quando envolvem acusações diretas contra figuras políticas e instituições do Estado.
Enquanto isso, o processo segue em tramitação, e qualquer mudança concreta depende de análise judicial, validação de provas e posicionamento oficial das autoridades responsáveis, que ainda não se pronunciaram sobre o conteúdo específico do vídeo divulgado.
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