O Ministério Público de Portugal abriu um inquérito para apurar se o governo português agiu dentro da lei ao permitir que os Estados Unidos utilizassem a Base das Lajes, no arquipélago dos Açores, durante o conflito americano com o Irã. A investigação foi iniciada a partir de uma denúncia formal apresentada por integrantes do Bloco de Esquerda, partido de oposição.
Diferentemente da Espanha, Portugal autorizou a passagem de diversos voos norte-americanos pela base açoriana. A decisão gerou críticas de partidos de esquerda e acendeu um debate sobre o envolvimento do país nas operações ligadas ao conflito. O ministro das Relações Exteriores, Paulo Rangel, defendeu a legalidade da autorização e afirmou que o uso foi condicionado à garantia de que as operações seriam defensivas, proporcionais e limitadas a alvos militares.
A Base das Lajes funciona como ponto estratégico para o trânsito de forças americanas no Atlântico e abriga a 65ª Ala de Base Aérea da Força Aérea dos EUA. O uso da instalação pelos Estados Unidos é previsto em um acordo bilateral de defesa firmado em 1951, que permite a utilização sem autorização prévia em tempos de paz, mas exige aprovação do governo português em situações de conflito. O Ministério das Relações Exteriores de Portugal não comentou o caso.
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