Na manhã desta sexta-feira, dia 22, funcionários do frigorífico BMG Foods, em Cacoal, foram surpreendidos com a entrega de avisos prévios logo no início do expediente. Para muitos deles, o dia de trabalho começou com a notícia de que estavam sendo mandados embora.
A situação pega mal porque não veio sozinha. Além das demissões, os trabalhadores afirmam que já vinham enfrentando atrasos no pagamento dos salários e do vale, o que tem causado dificuldades financeiras para várias famílias. Quem depende desse dinheiro para pagar aluguel, mercado e contas do mês sabe bem o peso que um atraso assim carrega.
O que torna o caso ainda mais pesado é o contraste com o que havia sido prometido. Quando o frigorífico foi inaugurado em julho do ano passado, a cerimônia reuniu o governador Marcos Rocha, o vice-presidente Geraldo Alckmin e dezenas de autoridades locais. Na época, a empresa anunciou a geração de mais de 400 empregos diretos para Cacoal. A chegada da BMG Foods foi celebrada como um passo importante para a cidade se tornar um polo industrial em Rondônia.
Menos de um ano depois, o clima é completamente diferente. E o que está acontecendo em Cacoal não é um caso isolado dentro da própria empresa. Em maio deste ano, funcionários e prestadores de serviço da unidade da BMG Foods em Grão Pará, no sul de Santa Catarina, realizaram um protesto em frente ao frigorífico para cobrar pagamentos atrasados. Durante a manifestação, caminhões chegaram a despejar cargas de terra em frente ao portão principal, bloqueando parcialmente o acesso.
O padrão também já havia aparecido antes em outras cidades. No Paraná, a empresa demitiu 330 trabalhadores de uma só vez em Paiçandu, com acertos de contas previstos apenas semanas depois. Trabalhadores relataram ainda que no mesmo local já haviam funcionado outras empresas frigoríficas antes da BMG, como a Big Boi, que seguiram o mesmo padrão, abrindo, declarando falência em pouco tempo e demitindo centenas de funcionários de uma só vez.
Até o momento, o frigorífico BMG Foods não se manifestou oficialmente sobre as demissões em Cacoal nem sobre as denúncias de atraso salarial. A reportagem aguarda retorno da empresa. O espaço segue aberto para que a BMG Foods apresente sua versão dos fatos.
Fontes: Extra de Rondônia, ND Mais, A Nova Democracia, AgroRondônia
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