O primeiro trimestre de 2026 ficará guardado na memória de quem vive e respira o esporte em Rondônia como o momento em que o jogo finalmente virou. Em apenas noventa dias, as competições coordenadas pela Federação de Futebol do Estado de Rondônia e pela Confederação Brasileira de Futebol movimentaram cerca de 7 milhões de reais. Esse dinheiro não é apenas um número em uma planilha, mas sim uma injeção de vida que fortalece o sonho de atletas e torcedores em cidades como Porto Velho, Ji-Paraná, Guaporé e Rolim de Moura. É um capital que vem da iniciativa privada e que chega para mostrar que o futebol rondoniense tem valor e merece respeito.
O que realmente fez o coração do torcedor bater mais forte e o caixa dos clubes respirar foi o desempenho na Copa do Brasil. Guaporé, Ji-Paraná e Gazin Porto Velho somaram juntos 4,2 milhões de reais graças ao suor dentro de campo e à inteligência fora dele. O Guaporé e o Ji-Paraná lavaram a alma da nossa região ao eliminarem adversários tradicionais como o Galvez do Acre e o Pantanal do Mato Grosso do Sul. Já o Gazin Porto Velho provou que podemos encarar qualquer gigante ao lutar bravamente contra o Atlético Goianiense em um estádio Aluízio Ferreira lotado, transformando a tarde de futebol em um evento que movimentou desde o vendedor de pipoca até os grandes patrocinadores locais.
Essa onda de prosperidade não para em um jogo só, pois o calendário da Série D e da Copa Verde garante que os clubes tenham trabalho e renda durante todo o ano. Receber 500 mil reais por uma participação na Série D ou 125 mil reais na fase inicial da Copa Verde significa que o presidente do clube pode honrar os salários, contratar profissionais melhores e oferecer uma estrutura digna para quem veste a camisa. Esse modelo de gestão transforma o nosso futebol em algo profissional, permitindo que as equipes se planejem sem o medo constante das dívidas que tanto assombraram o passado do esporte rondoniense.
Outro ponto que nos enche de orgulho é ver o futebol feminino ocupando o espaço que sempre mereceu por direito. Através da Série A3, a Desportiva Itapuense e o Rolim de Moura já iniciaram a jornada com 120 mil reais cada. Ver o futebol praticado por mulheres recebendo parte desse investimento recorde de 685 milhões da CBF é a prova de que o esporte rondoniense está evoluindo em todas as frentes. A valorização da Copa do Brasil Feminina mostra que o esforço das nossas jogadoras agora encontra respaldo financeiro para que elas possam focar apenas em dar o seu melhor dentro das quatro linhas.
Por fim, o legado de 2026 vai muito além das contas bancárias, ele permanece no chão que os atletas pisam. O Projeto Palcos do Futebol destinou quase 900 mil reais para reformar nossos estádios, como o Portal da Amazônia e o tradicional Biancão. Ver vestiários revitalizados e gramados com irrigação automatizada é saber que o esporte está sendo tratado com o profissionalismo que a nossa gente merece. Esse esforço conjunto entre a FFER e a CBF, cuidando de tudo, desde a arbitragem até a logística de viagem, permite que Rondônia se consolide como um verdadeiro celeiro de talentos e um polo de competições respeitado em todo o Brasil.
Com informações da FFER – Federação de Futebol do Estado de Rondônia
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