Conforme denúncia apresentada, uma servidora ocupante do cargo em comissão de secretária adjunta, vinculada a uma secretaria de primeiro escalão do Governo do Estado de Rondônia, vem se utilizando da posição que ocupa para manter relacionamento direto e frequente com diversos prefeitos do Estado, o que ocorre em razão das atribuições inerentes à pasta sob sua responsabilidade e do nível de interlocução que o cargo naturalmente exige.
Entretanto, surgem indícios considerados relevantes de que essa agente pública estaria, de forma indevida, compartilhando informações sensíveis da atual gestão estadual com um grupo político adversário ao Governo, o que, se confirmado, representaria uma quebra de confiança dentro da própria estrutura administrativa. Ressalta-se que a secretária adjunta possui acesso direto ao chefe da Casa Civil, posição que amplia o alcance das informações às quais tem acesso e aumenta o grau de responsabilidade institucional associado à função que exerce.
Registra-se ainda que duas secretarias já passaram pela pasta em que a servidora atua, e há relatos de que ela demonstra interesse em ocupar o comando da mesma área em um próximo governo, o que indicaria uma movimentação antecipada de posicionamento político e administrativo. Entre as informações que teriam sido repassadas ao grupo adversário, destacam-se dados relacionados a processos administrativos internos, informações sobre a folha de pagamento da secretaria e detalhes referentes a procedimentos licitatórios, com atenção especial àqueles realizados por meio de atas de registro de preços, instrumentos que envolvem planejamento financeiro e contratação pública.
Além desses pontos, observa-se que a atuação administrativa da referida servidora estaria sendo conduzida com foco em interesses políticos futuros, com o objetivo de viabilizar espaço e influência em uma eventual mudança de gestão estadual, mantendo inclusive contato direto com um possível candidato ao Senado que, nos bastidores políticos, é tratado como nome competitivo para a disputa.
Essas condutas são descritas na denúncia como incompatíveis com a permanência prolongada da servidora na pasta, onde atua há mais de seis anos, sendo apontadas como uma violação grave aos princípios da moralidade administrativa e da lealdade institucional ao governo em exercício, além de indicar a possibilidade de uso indevido de informações privilegiadas com finalidade eleitoral, circunstância que pode comprometer a regularidade e a integridade do processo democrático.
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