O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fechou o Centro de Artes Cênicas John F. Kennedy por tempo indeterminado após decisão judicial impedir que seu nome fosse incluído na fachada do edifício. Um juiz federal chamado Christopher Cooper considerou ilegal a mudança sem aprovação do Congresso e bloqueou também a tentativa de renomear a praça em frente ao prédio. Trump reagiu nas redes sociais e deixou claro que a reforma do local só ocorreria se a questão do nome fosse resolvida judicialmente a seu favor.
A congressista democrata Joyce Beatty, membro ex officio do conselho da instituição desde 2019, relatou ter sido insultada por Trump durante uma ligação telefônica com integrantes do colegiado. Segundo ela, o presidente a chamou de burra e incompetente, e afirmou que ela seria responsabilizada caso alguém morresse pelas condições do prédio. Uma pesquisa Economist/YouGov realizada em julho apontou que 54% dos americanos aprovaram a retirada do nome de Trump do centro de artes, enquanto 24% foram contrários.
O governo também voltou atenções ao Smithsonian Institution, maior complexo de museus e pesquisas do mundo. Placas custeadas pelo governo federal ao valor de 84 mil dólares serão instaladas na entrada do Museu Nacional de História Americana para alertar visitantes sobre o que a administração descreve como viés ideológico nas exposições. Um decreto presidencial de julho, intitulado Restaurando a Confiança na Smithsonian Institution, acusa a entidade de promover narrativas que retratam valores americanos e ocidentais como nocivos. Diante da pressão, o secretário da instituição, Lonnie G. Bunch III, anunciou sua aposentadoria na semana passada.
Com informações de G1 Mundo.
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